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08/06/2012 :: Acesso à saúde privada dá fôlego à indústria hospitalar

Na contramão da indústria em geral, setor avança avança 7,8% até abril

Em 3 anos, 28 fábricas de equipamentos de diagnóstico, como tomógrafos, devem ser inauguradas no país

LEANDRO MARTINS
DE RIBEIRÃO PRETO

O aumento do acesso à saúde privada, sobretudo por meio de convênios médicos, impulsionou a indústria de equipamentos hospitalares e odontológicos no país.

Um estudo da Abimo (associação de indústrias do setor) estima que, até 2015, 28 fábricas devem entrar em funcionamento no Brasil. Só no caso de duas multinacionais, os investimentos chegam a R$ 152 milhões.

O setor está na contramão. Segundo levantamento do IBGE, a indústria em geral teve queda de 2,8% nos quatro primeiros meses do ano, ante o mesmo período de 2011.

Dos 27 setores pesquisados, só 12 tiveram crescimento, e a indústria médico-hospitalar lidera, com 7,8%.

No ano passado, segundo a Abimo, o crescimento do setor foi de 17%, com um faturamento de R$ 9,87 bilhões.

Há consenso entre as entidades do setor e os fabricantes de que o consumo maior, impulsionado principalmente pela nova classe C, é o que tem gerado o bom momento.

"Depois da casa própria, o cidadão quer ter saúde", diz Carlos Alberto Goulart, presidente-executivo da Abimed, outra associação do setor.

O número de beneficiários de planos médicos e odontológicos no Brasil cresceu 50% em sete anos e atingiu 47,6 milhões em 2011.

De olho em todo esse mercado, multinacionais têm investido em unidades no país, principalmente na área de medicina diagnóstica.

A Siemens vai aplicar ainda neste ano R$ 50 milhões numa fábrica de equipamentos como ressonância e tomografia em Joinville (SC).

"Já tínhamos a logística no Brasil, os serviços de assistência, agora estamos trazendo a produção", diz o diretor da Siemens Healthcare no Brasil, Armando Lopes.

Em Contagem (MG), a GE iniciou no ano passado a produção local de equipamentos de diagnóstico, incluindo um tomógrafo mais elaborado, usado na detecção precoce de doenças como câncer.

O investimento previsto é de US$ 50 milhões (R$ 102 milhões) em até dez anos.

DEMANDA CRESCENTE

As duas multinacionais dizem que, apesar da freada da economia, há margem para crescer até dois dígitos.

"Há cliente no Nordeste trabalhando sábado e domingo para atender a demanda de exames", disse Rogério Patrus, presidente da GE Healthcare na América Latina.

Ao nacionalizar a produção, as multinacionais miram a venda com incentivos. O BNDES, por exemplo, tem uma linha com juros reduzidos, prazo longo e carência para a compra de maquinário feito no Brasil.
 

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