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10/10/2014 :: Anualmente, 350 mil pessoas morrem de doenças cardíacas

Veículo: Diário do Povo (On-line)
Mídia: Jornais Online
Editoria: Notícias
Página: On-line
Localidade: CAMPINAS - SP
Data de publicação: 06/10/2014

O cardiologista José Carlos Formiga alerta que a prevenção a doenças cardíacas devem começar desde a juventude Os principais motivos quem fazem os índices de doenças do coração subirem no Brasil são os hábitos nada saudáveis da população. Por isso, os hospitais estão cheios de pacientes com diversos problemas cardiovasculares, entre eles o infarto, angina, obstrução das artérias coronárias, acidente vascular cerebral, insuficiência cardíaca e, o mais comum, hipertensão arterial. As doenças cardiovasculares (DCV's), o que inclui doenças cardíacas e acidente vascular cerebral (AVC), afetam pessoas de todas as idades e grupos populacionais, incluindo mulheres e crianças. As DCV's atualmente causam milhares de mortes a cada ano.

Cerca de 80% destas ocorrem em pessoas de baixa e média renda, tornando-se a causa número um de mortes no mundo. Segundo o cardiologista José Carlos Formiga, integrante da Sociedade Brasileira de Cardiologia no Piauí, cerca de 350 mil pessoas morrem por ano vítimas de doenças do coração. Apesar de mais comuns a partir dos 45 anos, as doenças cardiovasculares são resultado da combinação de fatores de risco, como, por exemplo, tabagismo, colesterol alto, diabetes e pressão alta.

A prevenção deve começar cedo, pois muitas vezes não aparecem sintomas, a detecção da doença é tardia e o tratamento torna-se apenas um paliativo. A hipertensão arterial é uma das doenças que mais atinge o coração. A estimativa é que até 1 bilhão de pessoas no mundo podem ser portadores da doença. No Brasil, entre os adultos com mais de 18 anos, 23% das mulheres e 20% dos homens sofrem de hipertensão arterial, de acordo com dados do Ministério da Saúde. A hipertensão arterial é uma doença crônica e se caracteriza pelos elevados níveis de pressão sanguínea nas artérias. Essa condição exige um esforço maior do coração para que o sangue circule corretamente pelo corpo, o que é prejudicial para o paciente e pode provocar doenças mais sérias como AVC (Acidente Vascular Cerebral), infarto agudo do miocárdio e insuficiência renal.

Existem duas formas de apresentação da doença: hipertensão arterial essencial e hipertensão arterial secundária. A essencial é o tipo mais comum, correspondendo a mais de 90% dos casos diagnosticados, e tem caráter genético, podendo ser agravada por fatores de risco já conhecidos como obesidade, diabetes, além do sedentarismo e stress. Consumo excessivo de sal e bebidas alcoólicas também pode contribuir para o agravamento da doença. Já a secundária é rara e aparece principalmente em decorrência de doenças das artérias renais ou do próprio rim. Durante as comemorações pelo Dia Mundial do Coração em Teresina, o cardiologista Itamar Abreu costa explicou que "O grande problema é que a hipertensão arterial é "silenciosa" e acaba sendo diagnosticada por conta de alterações nos órgãos-alvo da doença como cérebro, coração e rins.

Entre os sintomas estão dor de cabeça, tontura e, em casos mais sérios, o próprio AVC. Quando relacionada ao coração, o paciente pode apresentar desde dor no peito e insuficiência cardíaca até o próprio infarto; já nos rins, os sintomas manifestam-se por meio de quadros de inchaço e diminuição do volume urinário". Devido à característica de ser uma doença silenciosa e de caráter progressivo de poucos sintomas, é recomendado que a população faça consultas regulares, para que os fatores de risco sejam reconhecidos e estejam sempre controlados e o diagnóstico não seja realizado tardiamente, após a ocorrência de algo mais grave.
 

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